
De acordo com os sindicatos, o dia de ontem confirmou "os sinais de
indignação e de revolta" de uma classe que se sente discriminada por
entrar na carreira com 1020 euros, menos 200 que os licenciados das
carreiras gerais e menos 500 que os das carreiras técnicas. O fim das
quotas para o topo da profissão e abertura de mais lugares são outras
das exigências. Segundo disse ao PÚBLICO José Carlos Martins, do
Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, a adesão de ontem situou-se nos
91 por cento, valor semelhante ao do dia anterior. Já o Ministério da
Saúde fala em 83 por cento, mais três do que ontem.
A lei
obriga a que haja um pré-aviso dez dias antes da greve, pelo que, por
agora, não poderão prolongar o protesto. Contudo, o sindicalista
assegurou que, se não houver abertura da ministra, a classe vai
endurecer os protestos. Mais greves ou "suspender durante duas ou três
semanas as cirurgias programadas" são algumas das hipóteses em cima da
mesa. Isto numa altura em que a ministra veio apelar ao "bom senso",
lembrando que o país está a viver "um período difícil" ao nível
económico. Ana Jorge esclareceu também que a ideia da tutela é manter o
ingresso na carreira de enfermagem nos actuais 1020 euros e não baixar
para 995, como chegou a ser equacionado.
Fonte: Publico , 29-01-2010



