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Sindicato entende que se mantêm razões para protesto de enfermeiros

O Sindicato dos Enfermeiros entende que ainda existem razões para a manutenção do seu protesto, mesmo depois de a proposta salarial de ingresso nesta carreira se manter nos 1020 euros, depois de o Governo ter anunciado anteriormente a intenção de a baixar para 995.

Depois de, há duas semanas e meia, ter justificado a actual greve de três dias com esta questão, a presidente deste sindicato lembrou que se está no âmbito de um «processo negocial dinâmico» e que se «mantém o problema que nos faz estar neste momento em luta».

«Sempre foi nossa exigência, e entregámos a proposta no Ministério da Saúde, que o início da carreira dos enfermeiros fosse 1510 euros e que de imediato fosse atribuída um valor remuneratório a todos os enfermeiros que são licenciados», acrescentou Guadalupe Simões.

Para esta sindicalista, os enfermeiros lutam pela dignificação da carreira não apenas por questões financeiras mas também «porque se sentem humilhados relativamente ao não reconhecimento, em termos salariais, dos enfermeiros como licenciados, como já aconteceu noutros sectores».

«Neste momento, estamos perante uma proposta em que o Ministério da Saúde diz-nos que o ingresso da carreira de enfermagem se vai manter igual durante os próximos quatro anos. É inaceitável. Não podemos aceitar isto», concluiu.

Esta quinta-feira à tarde, o Ministério da Saúde reconheceu que 82 por cento dos enfermeiros estiveram em greve no turno da manhã, o que levou a que no Hospital de Faro não tenham sido realizadas cirurgias programadas nem consultas externas.

A mesma situação verificou-se nos Centros Hospitalares Lisboa Central, Lisboa Norte e no Hospital de S. João, No Porto, onde os níveis de adesão a esta paralisação foram muito grandes.

 

Fonte: TSF , 28-01-2010