
O protesto reuniu mais de 100 carros, que se concentraram no antigo mercado de Braga, junto ao complexo desportivo da Rodovia, pelas 8.30 horas, seguindo depois por várias avenidas da cidade.
Nuno Zambujal, responsável sindical do distrito de Braga, referiu que esta foi uma "óptima iniciativa". "Demonstrámos a nossa luta através da marcha lenta", disse.
Para além da marcha lenta, que provocou o caos nas principais artérias de Braga, os enfermeiros não desmobilizaram e os números de adesão à greve situaram-se ontem entre os 90 e os 95 por cento.
Nuno Zambujal congratulou-se com o esforço feito pelos enfermeiros, que aderiram em peso às reivindicações. "Mantém-se a mesma adesão que no primeiro dia de greve", comunicou o dirigente.
Segundo o responsável, esta é já a maior greve do se ctor registada nos últimos 20 anos.
No distrito de Braga, a maioria dos centros de saúde e unidades de saúde familiar (USF) está encerrada. Apenas os serviços mínimos nas unidades de internamento estão a ser assegurados, sendo que todas as cirurgias programadas foram canceladas.
USF de Vizela pressiona enfermeiros
Apesar de o encerramento dos serviços se verificar na generalidade dos casos, há uma USF em Vizela que continua a funcionar. Nuno Zambujal alegou mesmo que "os enfermeiros quase foram ameaçados de despedimento caso fizessem greve", numa tentativa de pressionar os trabalhadores.
Para hoje está marcada uma manifestação em Lisboa, para a qual o sindicato prevê elevada adesão. Do distrito de Braga vão partir, hoje de manhã, 17 autocarros. São cerca de 900 enfermeiros do distrito que rumam à capital para protestar, junto do Ministério da Saúde, contra a última proposta salarial do Ministério e contra as cotas que limitam o acesso de apenas 10 por cento ao topo da carreira.
Fonte: Correio do Minho , 29-01-2010



