
Os enfermeiros estão em greve desde o dia 27 de Janeiro tendo registado
uma adesãona ordem dos 90 por cento, segundo dados do sindicato.
O argumento inicial para a paralisação foi a proposta do Ministério da
Saúde de baixar o salário de ingresso na carreira de enfermagem, de
1020 para 995 euros.
No entanto, apesar de o Governo ter recuado e ter decidido manter o
salário inicial da carreira em 1020 euros, o Sindicato dos Enfermeiros
entende que ainda existem razões para a manutenção do seu protesto.
«O que exigimos é o início da carreira pelos 1510 euros, porque é
aquilo que nos permite manter a paridade com as outras carreiras
especiais no âmbito da Administração Pública; um aumento imediato de
490 euros para todos os enfermeiros que fizeram a licenciatura»,
afirmou Guadalupe Simões do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, em
declarações à Rádio Renascença.
Guadalupe Simões sublinha que os enfermeiros lutam pela dignificação da
carreira não apenas por questões financeiras mas também «porque se
sentem humilhados relativamente ao não reconhecimento, em termos
salariais, dos enfermeiros como licenciados, como já aconteceu noutros
sectores».
Depois de ontem, segundo dia de greve, terem realizado marchas lentas
que perturbaram o trânsito na VCI, no Porto, e noutras vias um pouco
por todo o país. Hoje prometem assinalar o terceiro e último dia
daquela que dizem ser a maior greve da classe desde o 25 de Abril com
uma manifestação à porta do Ministério da Saúde.
O Sindicato já alertou entretanto que se não houver abertura do
ministério, a classe vai endurecer os protestos com mais greves ou
suspender durante duas ou três semanas as cirurgias programadas.
Fonte: Jornal Digital , 29-01-2010



