Concretiza-se hoje o sexto dia desta greve nacional que se iniciou a 10 de outubro. 
A culminar esta jornada de luta, uma manifestação cuja concentração acontecerá às 14 horas no Campo Pequeno e
daí para o Ministério da Saúde.

Os objectivos são conhecidos: a valorização e dignificação de uma profissão, reconhecida como um dos pilares do serviço nacional de saúde, que tem vindo ao longo dos anos a assumir mais responsabilidades e diferenciação técnica.

Contudo, apesar de mais responsabilidade, mais formação e mais diferenciação técnica, comparativamente a outros licenciados da administração pública, os enfermeiros são os dos mais mal pagos.

Foi assumido, pelo Governo, dar inicio em Janeiro do processo negocial com vista à alteração da carreira de enfermagem. Ficou expresso, em sede de protocolo negocial, que a alteração da carreira de enfermagem tinha como objectivo DIGNIFICAR E VALORIZAR A CARREIRA e que a negociação decorria no primeiro semestre do ano e que entraria em vigor em Janeiro de 2019.

Passados 10 meses  o governo ainda não apresentou uma proposta de carreira que materialize os compromissos que assumiu.

São 20 anos de luta para que seja reposta a paridade entre os enfermeiros e outros licenciados da administração pública;

Foram 16 anos de luta para que as 35 horas fossem aplicadas a todos os enfermeiros.

Foram 13 anos de luta contra o congelamento das progressões.

Uma vida inteira de luta para que os serviços sejam dotados com o número de enfermeiros necessários para prestar excelentes cuidados de enfermagem e minimizar as condições particularmente penosas inerentes à profissão.