A 12 de agosto de 1959, foi criado por alvará emitido pelo então Ministro das Corporações, o denominado Sindicato dos Profissionais de Enfermagem do Distrito do Funchal, num ambiente sociopolítico marcado pela censura e pela proibição do livre direito de expressão, reunião e associação. O edital então emitido pelo referido ministro das corporações dizia: “Aprovo os estatutos do Sindicato Nacional dos Profissionais de Enfermagem do Distrito do Funchal, que consta do capitulo VIII e 70 artigos (…) com a expressa cláusula de que esta aprovação será retirada quando o sindicato se desvie do fim para que foi constituído, não cumprir os seus estatutos, não prestar ao Governo ou às entidades de direito publico as informações que lhe forem pedidas sobre assuntos da especialidade do mesmo sindicato, não desempenhar devidamente as funções que lhe tiverem sido confiadas, promover ou auxiliar greves ou suspensão de atividade, quando infrinja o estatuto do trabalho nacional e a legislação complementar por cujas disposições sempre e em qualquer hipótese se deverá regular”.
Foi neste contexto, subordinado ao regime vigente, que o Sindicato se manteve até abril de 1974. Só com o dealbar da democracia e com as transformações sociopolíticas originadas pelo 25 de abril, é que se criaram as condições para que os trabalhadores assumissem nas suas mãos os destinos do sindicato, passando assim os enfermeiros a eleger e a serem eleitos democraticamente para os órgãos sindicais e a decidir o destino do sindicato, iniciando-se assim um trabalho em defesa dos seus direitos e dando expressão aos problemas da profissão e dos Enfermeiros.
Foi com a implementação do regime democrático que o Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira, SERAM por decisão dos seus orgãos democraticamente eleitos, passou a contribuir e a participar em diferentes frentes de trabalho e eventos que se realizaram, a nível regional e a nível nacional em defesa dos enfermeiros e do serviço público de saúde.
Como organização, defensora dos legítimos interesses dos enfermeiros, onde a equidade e os valores da justiça e da solidariedade são referências básicas da ação sindical, procuramos intervir no sentido de valorizar o trabalho e quem trabalha, lutando pela dignificação das condições de vida e de trabalho dos enfermeiros.