Concentração na Assembleia da República - 18 de Junho

O Governo decidiu avançar com o debate na generalidade do Pacote Laboral, já no próximo dia 18 de Junho, na Assembleia da República. Cheios de pressa para fazer o frete ao patronato, querem ver se apanhamos trabalhadores desprevenidos, nem aguardando pelos 30 dias de discussão pública obrigatória.

Principais medidas e consequências:

  • Legaliza despedimentos sem justa causa: mesmo que o tribunal declare o despedimento ilegal, o patrão poderá impedir a reintegração do trabalhador na empresa, pondo em causa o posto de trabalho e usando a ameaça de despedimento como chantagem para impor prepotências e arbitrariedades.

  • Acentua a precariedade: alarga prazos dos contratos a prazo e amplia os motivos justificativos, condenando os jovens à instabilidade perpétua.

  • Desregula horários: impõe um banco de horas individual, obrigando trabalhadores a realizar 150 horas extraordinárias anuais sem pagamento adicional correspondente.

  • Permite reclassificação para categoria inferior com diminuição salarial.

  • Desprotege maternidade e paternidade: limita o direito da criança à amamentação e permite que pais de crianças até 12 anos possam ser obrigados a trabalho noturno, ao fim de semana e em feriados.

  • Facilita a caducidade dos contratos coletivos de trabalho e a destruição dos direitos neles consagrados.

  • Limita a atividade sindical nos locais de trabalho: restringe ações sindicais onde não existam trabalhadores sindicalizados conhecidos pelo patrão e confere ao empregador poder para proibir informação sindical.

  • Ataca o direito à greve.

  • Mantém todas as malfeitorias da legislação laboral atual.

No momento da votação na generalidade, o que se exige é que os partidos políticos com assento na Assembleia da República respeitem a vontade dos trabalhadores bem expressa na luta desenvolvida e rejeitem o Pacote Laboral.

in: cgtp-in

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